Conta-se que um casal resolveu sair para um jantar e por isso tiveram que chamar uma babá para cuidar das crianças: uma jovem garota que precisava do dinheiro para pagar a faculdade.
Os pais saíram deixando o garoto de oito anos e a irmã de seis dormindo no quarto no andar acima. Era um trabalho fácil para a jovem. Ficaria apenas assistindo tv e torcendo para as crianças não acordarem.
Depois de algumas horas a garota já estava cochilando, quando o telefone tocou:
- Vá ver as crianças
A babá pensando ser um trote do próprio namorado ignorou a ligação.
Mas uma vez o telefone tocou.
- Já disse pra ir ver as crianças.
Assustada, ela desligou, mas não foi ver as crianças. Pela terceira vez o telefone tocou. A voz agora era sarcástica, uma risadinha abafada de fundo.
- Tem certeza que não vai ver as crianças?
Agora ela não podia evitar, era no mínimo uma brincadeira de mal gosto. Ela subiu as escadas e teve uma surpresa totalmente desagradável. Os filhos da patroa não estavam na cama. O garoto estava com a boca costurada e o peito magrelo aberto, sangrando litros e tremendo como vara ao ser tocada com força. A garota estava com um corte na cabeça, um machadinho na mão, que estava manchado do mesmo sangue. Ela mexeu a boca, mas não saiu uma voz infantil e sim aquela mesma voz do telefone.
- Eu disse pra olhar as crianças.
As duas crianças caíram, mortas, no carpete.
Um berro alto e uma ligação para a Polícia, mas no final das contas, acabou levando a culpa porque a história não convenceu. Só que ela não resistiu, se matou ali mesmo. Alguma forma estranha se apoderou do sangue e escreveu com letras grossas na parede:
VÁ VER AS CRIANÇAS
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